Augusto da Silva Rebelo – um lamecense combatente em França

augusto silva rebeloAugusto da Silva Rebelo nasceu em 13 de maio de 1893, na Quinta de São João, em Almacave, Lamego. Filho de José da Silva Rebelo e de Filomena Joaquina, sendo um dos seus 16 filhos, dos quais três participaram na Grande Guerra, casou com Joaquina Guedes (natural de Quintião, Cambres), acabando por ter sete filhos na sua descendência. Com a profissão de jornaleiro, antes se ter alistado no exército, tendo ido como soldado artilheiro n.º 16771 combater em França, dedicou o resto da sua vida à agricultura, tendo vivido até aos 78 anos.
 
Assentou praça em 4 de junho de 1913, no Regimento de Infantaria n.º 9, de Lamego, sendo incorporado no 1.º Batalhão em 12 de janeiro de 1914. Pronto da instrução ou recruta em 30 de abril de 1914, como Atirador Especial, foi promovido a 2.º Cabo em 22 de março de 1915. Fazendo parte do Corpo Expedicionário Português, embarcou para França em 22 de março de 1917. Foi, depois, promovido a 1.º Cabo, em 7 de março de 1918. Desembarcou em Lisboa, de regresso de França, em 9 de junho de 1919, tendo obtido licença do exército em 11 de junho de 1919, indo domiciliar-se na freguesia de Almacave, concelho de Lamego. Foi condecorado com a Medalha de Cobre comemorativa da expedição a França 1917-1918, e recebeu um título de LOUVOR, em 4 de junho de 1919, “pelo espírito de disciplina e noção completa dos seus deveres militares”.
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Informação Adicional
Testemunha - Contadora - Benvinda da Silva Guedes (filha de Augusto da Silva Rebêllo; sexta filha)
Intervenientes
Nome: Augusto da Silva Rebêllo
Cargo: 1.º Cabo
Teatros de Guerra: França
Direitos e Divulgação
Entidade detentora de direitos
Biblioteca Pública Municipal de Lamego – Município de Lamego
Tipo de direitos
Todos os direitos reservados

Manuel da Piedade - voluntário em África, combatente em França

Manuel da Piedade nasceu em 27 de Julho de 1893 em Britiande, Lamego. Sem que se saiba muito bem porquê, mas possivelmente, segundo a sua filha, porque queria sair da pequena terra onde crescera, alargando assim os seus horizontes, ter-se-á alistado no exército, tendo ido como soldado artilheiro para Angola.
 
Posteriormente, como atesta uma pequena medalha comemorativa que Manuel Mesquita, seu neto, possui, terá passado para o palco de guerra europeu, sendo que a mesma, a qual o combatente ostenta numa das suas fotografias, referencia essa presença em ambos os locais. Tendo sobrevivido em ambos, Manuel da Piedade voltou para Portugal, provavelmente em 1918, com desejos de permanecer na vida militar.
 
Contudo, a sua carreira de armas terminaria abruptamente, pois envolveu-se num pronunciamento na Mealhada, tendo ido a Tribunal Militar. Por tal foi sentenciado a sete anos de degredo em África. Foi amnistiado e terá voltado para Portugal antes de 17 de Fevereiro de 1930, pois essa foi a data do seu casamento, celebrado já na Figueira da Foz. A sua esposa Maria Pestana Simões ali morou, junto com seu esposo e filha, que ainda ali reside. Terá sido reintegrado no Exército e prestado ainda serviço em Coimbra, pelos anos de 1934 e 1935, mas abandonou definitivamente a carreira militar em 1937, com uma reforma compulsiva.
 
O seu neto mantém viva a sua história, com espólio e fotografias diversas, do tempo do conflito, do degredo e posteriores. Ele mesmo afirma que o avô foi medalhado, como pode ser visto nas fotografias, contando ainda que lhe foi atribuida uma medalha de Mérito Militar de 3ª classe, em cobre, mas que não consta das mesmas. Manuel da Piedade pediu ao Estado Português o que considerava que lhe era devido, depois do 25 de Abril. Desejava a pensão atribuida como combatente e a mesma foi-lhe dada, ainda que por pouco tempo...
 
Manuel da Piedade faleceu em 6 de Junho de 1977 na Figueira da Foz.
 
Informação Adicional
Autor - Relator - Margarida Portela
Testemunha - Contador - Manuel António da Piedade Mesquita
Intervenientes 
Nome: Manuel da Piedade
Cargo: 1º Cabo
Teatros de Guerra: Angola; França
Direitos e Divulgação
Entidade detentora de direitos
Instituto de Historia Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova Lisboa – Portugal
Tipo de direitos
Todos os direitos reservados
Link para acesso externo

MAGNO, David José Gonçalves

 
David Magno combateu em França, deixando uma participação de alguma polémica no CEP. Deixou algumas obras literárias sobre a sua experiência de guerra.
 
Nasceu em Lamego a 17 de Agosto de 1877. Seguiu carreira militar, sendo promovido a alferes em 22 de Dezembro de 1906. Começou por se distinguir em Angola, ao conseguir avançar para o interior e impor a presença portuguesa na região dos Dembos Orientais. Combateu depois em França, durante a Primeira Guerra Mundial, onde foi condecorado com a cruz de guerra e a cruz de Cristo com palma. A sua acção no CEP não foi, contudo, consensual nem isenta de polémica, levando-o a pedir julgamento pelas acusações de que foi alvo. Acabou por ser absolvido e confirmar a relevância dos seus serviços. Já no período de Ditadura Militar, e no contexto da revolta de 3 de Fevereiro de 1927, foi deportado para o Sul de Angola, passando pelos Açores e Guiné. Mais tarde foi reintegrado, sendo promovido a Major mas a 14 de Março de 1932 optou por passar à situação de reserva. Paralelamente à sua carreira militar exerceu intensa actividade literária, sendo autor de diversas obras, algumas das quais escritas com base na sua experiência de guerra, para além de ter sido membro da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, da Revista Militar e da Comissão de História Militar.

De Lamego para Lisboa - o Regimento de Infantaria nº 9

De Lamego para Lisboa o Regimento de Infantaria nº 9

Passagem do Regimento de Infantaria 9 de Lamego pela Régua, em direcção a Lisboa.
Soldados de Lamego, pertencentes ao Regimento de Infantaria nº 9, passam na Régua, a caminho de Lisboa, onde são aclamados pela população local.

Data: 16-04-1917

Fotógrafo: António Teixeira (amador)

Arquivo: Hemeroteca Digital

Tipo de Iconografia: Imagem de publicação

Fonte:Ilustração Portugueza, série II, nº. 582, Lisboa, 16 de Abril de 1917, p. 306.

Contactos e Horário

Biblioteca Pública Municipal de Lamego

Rua de Almacave nº 9, 5100-108 Lamego

Horário: 09h00 - 12h30 e 14h00 - 17h30

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Telef.: 254 614 013

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