Joaquim Martins Teixeira de Carvalho

quim martins escritor

Joaquim Martins Teixeira de Carvalho, nascido em Lamego em 1861, foi um proeminente arqueólogo, jornalista, polígrafo, altista e crítico de Arte. A sua personalidade marcante e a sua popularidade (conhecido por “Quim Martins”) deixaram rastos entre a vida coimbrã da época . O lamecense Quim Martins, de  temperamento  cascalhante  de  alegria  e  com  o  seu  espírito  sempre risonho de revoltado, era venerado pela elite artística e literária do “seu tempo”, pois revelava um grande carácter servido por um grande talento, sempre com  aspirações  de independência, uma vida boémia inteligente e uma grande paixão estética  pelas  “velhas  coisas” portuguesas. Republicano da linha dura, Quim Martins foi a alma e o nervo do jornal Resistência,  órgão  do  Partido Republicano  de  Coimbra,  tendo-o  dirigido  entre  1895  e  1907 .Sócio efetivo do Instituto de Coimbra em 1884; como membro da sua Secção de Arqueologia, contribuiu significativamente para o enriquecimento do Museu do Instituto. Regeu a cadeira de Estática e História da Arte na Faculdade de Letras em 1919-1921.

A sua Alma é a Arte; o seu espírito é a Verdade.

Uma grande parte da sua obra foi reunida e publicada por Cândido Nazaré. professor da Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra .
•    Tese de Medicina Teórica e Prática (1888);
•    Das veias das extremidades (1882)
•  Garcia d’Orta. Notas sobre a sua passagem pelo Estudo e Escolas Gerais de Lisboa (1527-1534) (Coimbra, 1915);
•    Terapêutica negativa (Coimbra, 1888);
•    Um livro raro (1915)
•    A cerâmica coimbrã no século XVI (Coimbra, 1921);
•    Dois capítulos da vida do Dr. Pedro Nunes (1916)
•    Manuel de Arriaga (917)
•    Cartas de Antero de Quental
•    A cerâmica de Coimbra no século XVI (1921)
•    Mosteiro de Celas, Index de Frei Bernardo da Assunção (1921)
•    A livraria do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Estudo dos seus catálogos, livros de música e coro, incunábulos, raridades bibliográficas, ex-libris e curiosidades históricas (Coimbra, 1921);
•    João de Ruão e Diogo de Castilho. Notas à margem de um compromisso raro (Coimbra, 1921);
•    Ourives de Coimbra (Coimbra, 1922);
•    A Universidade de Coimbra no século XVI. Guevara (notas e documentos) (Coimbra, 1922)
•    Dois capítulos sobre Camilo Castelo Branco, seguidos de 15 cartas inéditas (1922)
•    Notas de um escrivão do Porto (1922)
•    Homens de outros tempos (1924)
•    Taxas dos Ofícios Mecânicos de Coimbra em 1593
•    O Mosteiro de S. Marcos
•    Prefácio à obra Túmulo da Renascença, de Vergílio Correia
•    Prefácio a João de Ruão de Prudêncio Garcia
•    Arte e Arqueologia
•    Notas de Arte e Crítica (1925)
•    Bric-à-Brac (1926)

 

Fontes:

Imagem do escritor retirada da obra "A livraria do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra."

https://www.uc.pt/org/historia_ciencia_na_uc/autores/CARVALHO_joaquimmartinsteixeirade
http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/8794/1/ulfl133728_tm.pdf
https://www.uc.pt/org/historia_ciencia_na_uc/autores/CARVALHO_joaquimmartinsteixeirade
http://www.prof2000.pt/users/avcultur/AiresDiniz/MuseuBrotero.htm

 

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